Desmistificando a Diversidade Social nas empresas

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Se você olhar ao entorno de toda a biosfera veremos diversidade. Ela está presente na fauna, na flora e nos seres humanos, mas ao contrário da fauna e da flora que possuem os seus arranjos harmônicos e irracionais, nós nos desequilibramos, desequilibramos de forma racional - ou não -, quando, na realidade, deveríamos ter a harmonia e a compreensão com o diferente, com novo ou, até mesmo, com o que era dito como desconhecido. Como excluir algo tão presente à nossa natureza da realidade empresarial?  Como tratar a Diversidade Social nas empresas?

Mulheres, negros, homossexuais, TODOS os tipos de deficientes e praticantes de qualquer religião, além de índios e qualquer outra minoria são e devem ser incluídas, segundo a nossa Constituição. 

E nos últimos tempos, lemos, falamos, ouvimos e notamos o crescente empoderamento que ganha, cada vez mais, forma e força. Empoderar e discutir, no entanto, não implica em incluir e enxergar os ganhos que podemos nas nossas cooperativas, órgãos públicos e empresas.

Meu objetivo é desmitificar o medo da inclusão do diferente em ambientes homogêneos. É levantar a importância da reflexão e discussão sobre o assunto e como ela pode contribuir para elevar o patamar da sua empresa. (SIM, POIS ESTÁ DIRETAMENTE RELACIONADO!)

O Conceito de Diversidade Social nas empresas


Caso você ainda acredite que isso é uma perspectiva individual, vamos tratar acerca da pesquisa feita e divulgada pela Mckinsey em 2017, aonde nessa foi apresentada e esclarecido o termo “unconscious bias” que significa vieses inconscientes.

Mas o que é isso? De forma sucinta, são gatilhos mentais que foram desenvolvidos  - em cada um de nós - desde crianças em razão daquilo que vemos - em televisões, comportamentos sociais, familiares, amigos -, lemos, ouvimos e que nos são passados como “certo ou errado”.

Esses gatilhos ao serem estabelecidos, determinam os nossos critérios de tomada de decisão, um exemplo apresentado na pesquisa estava relacionado às apresentações de concertos musicais que não possuíam mulheres e negros.

Ao realizarem um estudo, buscaram tornar as audições às cegas e o percentual de negros e mulheres se equilibrou ao de brancos, pois os critérios que inconscientes que tornavam-os "inferiores" haviam sido retirados.

E você ainda vai dizer que não deveria desconstruir seus pré-conceitos formados?

Que não devemos atuar sobre um problema que não está ligado à um ato - isolado ou recorrente - vexatório de algum colaborador, mas que se encontra incrustado à toda bolha a qual estamos inseridos ? De forma inconsciente ou não, isolamos qualquer um que não faça parte desse grupo.

Dentro da sua Empresa 


Ao falarmos de diversidade, tratamos sobre DIFERENÇA. Diferença que sempre existiu e estavam veladas - que não pode ser confundida com o preconceito que qualquer pessoa possa ter e nem com a ausência de esclarecimento acerca da diferenciação existente entre elas.

Além do esclarecimento acerca do termo diversidade, precisamos enxergar o distanciamento que compreende entre o discurso e prática que fomentam a inclusão e o crescimento por meio da diversidade.

É importante termos em mente esse conceito de forma clara e objetiva, pois a construção de qualquer ambiente diverso e que seja aberto às inovações, precisam ter como base o diálogo e a construção de discussões que construam caminhos e resoluções novas.

Ao falarmos de Mercado de Trabalho associado ao termo, temos a linha tênue que envolve o preconceito que possa existir dentro dos grandes atores (empresas, consumidores, nicho do mercado) com o preconceito do próprio indivíduo. E iremos falar mais sobre isso daqui a pouco. 

Próximos Passos?


Que tipo de empresário você quer ser? E qual a empresa que você quer construir? Acredito que como empresário você deseje ser o melhor gestor, o que é capaz de alavancar os resultados da sua equipe, de traçar os caminhos mais inteligentes e de maior ganho para a empresa e de ser capaz de inovar e estar à frente dos seus concorrentes. 

E a sua empresa é constituída pelo reflexo e consequência das suas ações, decisões e dos seus colaboradores.

Portanto, como ter a inovação como uma realidade presente nas inovações do seu produto e nas soluções dos problemas se estamos cercados de pessoas do mesmo nicho, da mesma bolha social e empresarial? 

Inovar é sobre pensar e fazer diferente, o que implica em conhecer e se familiarizar com o que existe no mercado.

Portanto, um dos ganhos está em ser capaz de compreender e ampliar a esfera autocrítica da sua empresa com os mais diversos grupos que poderão agregar nesses momentos, pois terão diferentes perspectivas a serem compartilhadas.

É importante ressaltar, mais uma vez - e pode ser que eu o faço ao longo do texto novamente - de que não adianta contratar um deficiente físico, mas não existir momentos onde a visão, a perspectiva que ele possui seja apresentada sem preconceitos, sem receios.

Quebrar as barreiras dos pré-conceitos que possuímos é fundamental e não será fácil no começo. 

E isso não exclui a meritocracia, prática a qual ainda eu concordo, mas para sermos de fatos meritocráticos, devemos tirar da equação tudo aquilo que irá tendenciar - consciente ou inconscientemente - a visão sobre os candidatos que possam tendenciar a escolha.   

Questione-se SEMPRE:

Se você está proporcionando iguais oportunidades para os diferentes perfis de colaboradores que você possa ter.
Se você tem buscado diferentes perfis e compreendidos quais são as barreiras que eles enfrentam para fazer parte da sua empresa.
Caso não esteja, como esse ciclo pode ser quebrado? Como atuar de forma direta e indiretamente para co-criar um novo ambiente?
Você tem fomentado espaço para essas discussões? Para ouvir diferentes perspectivas, de compreender o outro lado e de quebrar os paradigmas existentes?
Quais são de fato os critérios que os levam à tomar uma decisão? A escolher um colaborador? 

Conclusão


Falar sobre diversidade no mercado de trabalho é estender isso ao mais diversos níveis da nossa vida e quebrar paradigmas.

Começa, talvez, com a compreensão de que ela sempre existiu e que temos sentido o peso dela dentro dos nossos resultados enquanto profissionais e o desempenho da empresa. E não só na perspectiva daqueles que são postos à margem por esses vieses, mas pelos próprios empresários que perdem ao negligenciar o que não é a minoria da população.

Compreender, estudar, trocar aprendizados e dialogar são os passos para tomarmos consciência de que é algo real e de prestarmos mais atenção em como ganha forma no nosso cotidiano para que se não formos reativos, sejamos proativos nessas situações.  

Gabriel Gandra


Gabriel Gandra
Gestor de Conteúdo da Nucont

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