Como Motivar Sua Equipe? – O Inconformismo Gera Criação

Publicado por Karol em

Fala galera! Esse é o terceiro e último artigo da sérieComo Motivar Sua Equipe?’ e dessa vez eu vou falar sobre inconformismo, que é um elemento-chave para que o dia-a-dia no trabalho não seja sempre monótono, chato, detestável.

Mas antes, vamos só recapitular os dois artigos anteriores.

No primeiro artigo , eu tratei sobre o alinhamento de propósito da equipe com o seu propósito. Seus funcionários sabem o que eles estão fazendo ali na sua empresa? (Não vale responder que eles estão trabalhando…) Eles sabem onde você, contador e empresário, quer chegar? Eles querem fazer parte disso?

No segundo artigo (clique aqui para ler), foi a vez de falar sobre a origem da motivação, e aprendemos que a motivação não vem de outro lugar a não ser de dentro de nós mesmos. (Escrevendo assim parece super piegas, né?) Mas a questão central da coisa é que não adianta transformar a empresa num parque de diversões, porque a essência do trabalho em um escritório de contabilidade é sempre monótona e cansativa.

E eu concluo esse segundo artigo com uma provocação para o funcionário: ‘Quer se manter motivado? Se vira, cara!’

Isso aí. Se vira!

Nesse artigo eu vou explicar isso direito. E para isso, nada melhor do que citar um exemplo.

Buscando a motivação:


Antes de ser empresária, eu trabalhava em um escritório de contabilidade como auxiliar contábil e depois como gerente contábil. O trabalho, obviamente, era um porre.

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Digitar os documentos (débito e crédito, débito e crédito, débito e crédito, débito e crédito… tendinite mandou um alô) , conciliar (extrato bancário de 45 páginas e diferença de R$ 0,50… quem nunca?), cobrar pendência do cliente (e receber como resposta: ‘eu já envio tudo mastigadinho pra vocês’).

Cara, eu não aguentaria passar um dia a mais naquele lugar fazendo a mesma coisa todo dia. Eu precisava de um desafio. Eu precisava aperfeiçoar aquela forma de trabalhar. E foi aí que eu percebi que a empresa não podia fazer nada por mim. Eu mesma teria que fazer. Afinal, quem tava sofrendo de tendinite ali era

O primeiro passo da revolução é o inconformismo:

O segundo passo:

O terceiro passo:

Continuando com meu exemplo, o que eu fiz foi reunir a equipe toda (éramos 8) e decidi que a partir daquele momento desenvolvi um projeto de ​Gamificação interna. Formamos duplas e a dupla vencedora ganharia alguns prêmios. O objetivo era acabar com o atraso no setor e fazer com que a galera trabalhasse com esse desafio em mente.

Além disso, fucei o nosso sistema contábil em busca de maneiras para diminuir o trabalho manual e parametrizei com mais carinho os módulos de integração. Fiz uns acordos com os demais setores (DP e fiscal) e reduzi alguns retrabalhos.

Nesse ponto vale uma reflexão. O caminho não é fácil e você vai encontrar resistências. É inevitável. Seus colegas de trabalho podem não entender o que e por que você está fazendo isso e inclusive o dono do escritório pode tentar colocar um freio em você. E aí você pode pensar que ‘pronto, cheguei no limite’.

Meu amigo, não existe limite para você fazer algo novo. (Parece frase motivacional isso, mas é a mais pura verdade). O inconformismo é sinônimo de rebeldia, de lutar contra o sistema. Mas veja, cuidado para não se tornar um rebelde sem propósito.

Seu objetivo é provar que com aquelas melhorias que você está propondo, o resultado vem mais rápido. O foco é no resultado, entende?

Pois é, depois de eu ter aperfeiçoado a nossa forma de trabalhar, eu consegui reduzir o atraso no setorde 4 meses para 1 mês em 6 meses de programa. A equipe ficou mais engajada e mais unida e o trabalho ali deixou de ser aquela coisa robótica. Pronto. Isso é criação.

Veja, você pode pensar que para criar, você tem que inventar alguma coisa totalmente do nada. Mas nesse contexto, criar pode ser apenas aperfeiçoar, melhorar. É fazer diferente o que você sempre fez igual.

Por isso, meu caro, prestenção(sim, sou mineira) nisso aqui :

Seja um inconformado!


Não aceite as coisas como são, só porque alguém te disse que é assim que tem que ser e sempre será. Quer que seu trabalho seja menos boringVá lá e faça acontecer! Tem que estudar, tem que testar, tem que errar, tem que aprender, tem que negociar, tem que convencer os outros.

Se você fizer isso, acredite:a motivação virá. Você vai ficar todos os dias super motivadão? Lógico que não. Mas, com toda a absoluta certeza, o seu trabalho fará  mais sentido e você poderá, finalmente, esperar ansioso por uma segunda-feira.

Agora tira o bumbum da cadeira, pare de reclamar e vá à luta.

Um abraço e até mais!! 🙂

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Fernanda Rocha
Fundadora da Nucont e do Movimento Contabilidade Sem Chatice
Esposa do Luis, mãe do Filipe e de dois labradores, Bob e Backer.
Fã de U2 e de Metallica.
Como empresária contábil eu já estive no fundo do poço, a ponto de largar tudo. Até que através da contabilidade consultiva achei uma maneira de entregar mais valor para as empresas e com isso fui mais valorizada.
Hoje tenho como missão de vida replicar para outros contadores tudo o que eu aprendi nessa jornada e garantir que o contador deixe para sempre de ser o mal necessário das empresas.


Karol

Copywriter da Nucont, estudante de moda, apaixonada por Contabilidade Consultiva e na luta contra a chatice!

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