O Artigo Mais Completo e Mais Sincero Sobre Contabilidade Consultiva que Você Já Viu na Vida

5 de fevereiro de 2018

Se você não está fazendo contabilidade consultiva, você devia sentir vergonha disso.

Olá contador, eu não quero começar esse artigo com uma introdução rasa, então já vou dar a real.

A propósito, e
u estou louca para retirar a palavra CONSULTIVA que sucede a palavra Contabilidade.

Essa expressão – Contabilidade Consultiva – é redundante. Tão redundante quanto dizer que CONTADOR PRECISA FAZER CONTABILIDADE.

 Mas Contabilidade de verdade. E não essa contabilidade meia boca de despachante. De guia e folha. A contabilidade fake.

Bem, já te adianto que esse artigo é o mais completo e sincero que você vai encontrar sobre Contabilidade Consultiva.

Mas antes de explicar o que é a Contabilidade Consultiva, acho válido explicar primeiro o que ela não é.

1. O QUE A CONTABILIDADE CONSULTIVA NÃO É:

 Contabilidade Consultiva não é um modelo de negócio, tal como contabilidade online ou contabilidade digital.

Não é mais um nome bonito que inventaram para que você, contador, tenha mais esse trabalho de saber do que se trata e ver se faz sentido para o seu negócio ou não.

Eu não estou aqui para dizer que você precisa contratar “trocentos” softwares para automatizar os processos do seu escritório de contabilidade. Ou que você precisa ser mais moderno, mais inovador. Isso é muito importante, sim. Mas não, contabilidade consultiva não é sobre isso. 

Também não estou aqui para dizer que você precisa entender sobre marketing, ter um canal no Youtube, produzir conteúdo, ter um nicho de mercado, ter um bom relacionamento com seus clientes, nem dizer que você precisa dominar técnicas de vendas, de engajamento de equipe e ser um bom gestor.

Tudo isso é super relevante, existem infinitos conteúdos sobre esses temas, mas eles ainda não atingem o cerne da questão.
E afinal, que questão é essa?

Bem, certa vez, fizemos a seguinte pergunta na fanpage do Nucont :

A pergunta parece óbvia e a resposta pode ser igualmente óbvia,
mas errada.  

“Sim, fazer a escrituração contábil é obrigatório, alguns responderam.

Pois é, sinto informar aos senhores que fazer escrituração contábil não é fazer contabilidade consultiva. E não sou eu que estou falando isso.

Professor Antônio Lopes de Sá

"Muita gente não sabe efetivamente o que é Contabilidade, porque entende que Contabilidade é apenas escrituração. É apenas um balanço que se demonstra, um lucro que se apresenta, esquecendo-se de que isso é apenas informação. E de nada adianta informar, se nós não soubermos o que fazer com a informação”.

Então não, contabilidade consultiva não é sobre você ter meia dúzia de clientes seus com a escrituração contábil em dia. Isso não é nem o começo da brincadeira.

2. O QUE É CONTABILIDADE CONSULTIVA, AFINAL?

Uma contadora me disse uma vez uma frase muito interessante:

“O trabalho do contador começa quando o balancete fica pronto”.

Essa frase é tão simples, mas poderosíssima!

Para que serve o balancete?
Para a maioria esmagadora das pequenas empresas, não serve para nada. Até porque a contabilidade inserida ali pouco reflete a realidade da empresa. É rascunho. É uma exigência do banco, de um fornecedor. É para entregar numa licitação.

Você, contador, trabalhou até aqui conformado com essa situação. Achando que após o encerramento das demonstrações contábeis e a transmissão do SPED Contábil e do ECF o seu trabalho ali terminou.

E ainda me vem com uma desculpa esfarrapada de que “o cliente não valoriza essa informação”.

Amigo, na boa, VOCÊ TÁ LOUCO????????

Se você acha isso até hoje, você não entendeu ainda qual é o seu verdadeiro papel, a sua real função aqui nesse mundo.

O seu trabalho começa quando o balancete fica pronto.

 E eu não estou falando sobre o trabalho de você bater o olho no ativo e no passivo e achar umas contas viradas ou de você achar erros de lançamento contábil. Isso é mera conferência. (No entanto, é extremamente importante a conferência para você saber se a contabilidade está sendo bem-feita, se os princípios estão sendo obedecidos, se a informação está coerente). 

Estou falando de ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO daquela informação contida ali. Informação, inclusive, que está muito além daquele relatório feioso, preto e branco e sem graça que é esse tal de balancete.

Você já sabe que a resposta a essas perguntas é uma só:
Contabilidade Consultiva.

Sabe por que? Porque essa informação não está no balancete. Quer dizer, ela está. Mas está escondida. E você precisa encontrar e saber analisar os indicadores dedo-duro que vão denunciar o estado de saúde daquela empresa.

Esses indicadores são como engrenagens. Um influencia o outro. Tudo precisa estar em harmonia para que a empresa mantenha e fortaleça sua boa saúde financeira. Esses indicadores são o que compõem a nossa Ciência Contábil. E é você, meu amigo contador, o profissional que tem o poder de interpretá-la.

E com essa análise e interpretação em mãos, você tem elementos suficientes para AGIR preventivamente e ajudar o empresário a escolher o melhor caminho a ser seguido, rumo a uma gestão com EFICÁCIA MÁXIMA, como diz o meu mentor, pai da Contabilidade Consultiva, Prof. César Abicalaffe.

Contabilidade Consultiva é, portanto, o produto palpável e aplicável daquilo que você aprendeu desde o início: que a Contabilidade é uma ferramenta de tomada de decisão.

 Mas não basta você apenas saber disso e se intitular um cientista contábil. É preciso aplica-la na prática e transformar, profundamente, a vida das empresas e dos empresários, seus clientes!

 Mas hey, presta atenção: não estou falando que é fácil, ok? Por isso a palavra de ordem é: PERSISTÊNCIA!

3. COMO FAZER CONTABILIDADE CONSULTIVA

Bem, agora que você sabe que fazer contabilidade consultiva vai muito mais além do que manter a escrituração contábil dos seus clientes em dia, acho importante fazer um plano de ação para que você comece a se adequar para aplicá-la.

Eu dividi esse plano de ação em 2 níveis, para que você tenha clareza em qual etapa você está:

  1. CONSCIENTIZAÇÃO
  2. Planejamento e EXECUÇÃO, EXECUÇÃO, EXECUÇÃO

 CONSCIENTIZAÇÃO

Três coisas precisam ficar muito claras para você nessa etapa:

Você, contador, é o médico das empresas e seu papel é cuidar da saúde delas, evitando que elas morram de doenças financeiras cuja ciência que você estudou é capaz de curá-las.

A hiperburocracia estatal sequestra seu tempo e seu esforço, desvia o seu olhar e sua atenção para assuntos que nada tem a ver com o seu objetivo principal. ​

Por isso você hoje está aí entregando 47 declarações diferentes e sendo o mal necessário das empresas. É como se o médico tivesse preocupado somente em preencher prontuários enquanto seus pacientes estão morrendo.

Seu cliente não sabe o que é Contabilidade de verdade. Ele acha que sabe (só porque você não mostrou para ele o que é contabilidade consultiva).

Ele acha que não precisa disso. Ele acha que se tiver passando por problemas financeiros, ele vai contratar um consultor empresarial genérico (que não domina a Contabilidade) e que cobra $550 a hora. Valor que ele não estaria disposto a pagar para você. É como se seu cliente valorizasse muito mais métodos alternativos do que a quimioterapia em um tratamento intensivo de câncer. 

Quando você se formou, você jurou perante a sua família, seus professores, seus amigos, seus colegas de classe e toda a sociedade que você exerceria sua profissão com dedicação, responsabilidade e competência. Você se lembra?

Vou colocar aqui um trecho do seu juramento:

“[....] Para que meu trabalho possa ser um instrumento de controle e orientação útil e eficaz para o desenvolvimento da sociedade e o progresso do país. Comprometo-me, ainda, a lutar pela permanente união da classe contábil, o aprimoramento da Ciência Contábil e a evolução da profissão".

Agora reflita comigo:

Desde quando gerar guia e folha e fazer um planejamento tributário bem feitinho é o suficiente para que seu trabalho seja de fato um instrumento de controle e orientação útil e eficaz para o desenvolvimento da sociedade?  

Desde quando o aprimoramento da Ciência Contábil e a evolução da profissão é sobre você validar e entregar um SPED?

Sabe, cuidar da parte tributária é algo que devemos fazer sim, mas isso é só um meio, não é o fim, não é o propósito da contabilidade.

É como se o médico se formasse com o propósito nobre de salvar vidas e se contentasse em apenas preencher fichas para prestar contas para a ANS. Entende a analogia aqui?

A causa da Contabilidade é muito mais nobre do que apenas cuidar da parte tributária (por isso dói saber que eu ainda tenho que usar o termo contabilidade consultiva para você entender o que eu quero dizer).

Lopes de Sá sempre disse que a Contabilidade é a Ciência da Riqueza e da Prosperidade e nós somos os cientistas capazes de aplicá-la para contribuir com o desenvolvimento sustentável das empresas.

Nós somos detentores da única Ciência que é capaz de cuidar da saúde das empresas, Ciência que, quando aplicada, permite que uma empresa cresça próspera e gere riqueza para todos a sua volta, contribuindo assim para a diminuição da pobreza e dos problemas sociais do Brasil.

Nós, contadores, temos o PODER DE MUDAR A REALIDADE POBRE DESSE PAÍS!

Nós temos a economia brasileira passando pelas nossas mãos!

Temos o conhecimento necessário para curar as nossas empresas doentes, cuja maioria morre antes de completarem 5 anos de vida! (Veja pesquisa do Sebrae sobre o assunto, clicando aqui.

Essas empresas morrem por falta de conhecimento em finanças e em gestão. Ora, esse conhecimento é você quem detém (ou deveria deter)!

Mas aí, contador, você escolhe o lado negro da força, você escolhe servir o Governo ao invés de servir o seu cliente e se sente bem com isso. Você prefere acreditar nas desculpas que você mesmo inventa para não repensar no tipo de serviço que está prestando para as empresas.

Você coloca a culpa nos órgãos de classe, na prostituição da profissão, na concorrência desleal, nos clientes que não te valorizam e em milhares de outros fatores que você escuta por aí e os repete feito um zumbi!

Então, já que você gosta de repetir coisas, repita isso aqui comigo:

Se você não está entregando CONTABILIDADE CONSULTIVA para as empresas, saiba que você está sendo negligente com o título de contador que lhe foi entregue.

Saiba que você contribui ativamente para a mortalidade precoce das empresas.

Saiba que, no Brasil, 1 empresa morre a cada 43 segundos.

15
Empresas fecharam as portas

15 empresas fechara as portas enquanto você lia o artigo até aqui.

Veja: Por 2 anos seguidos, Brasil fecha mais empresas do que abre, aponta IBGE.

Quantas empresas já morreram enquanto você lia esse artigo?

E você vai ficar aí parado???

Dito tudo isso, nessa etapa de Conscientização você tem três missões muito importantes:

  1. Entender qual é o seu propósito e seu posicionamento no mercado


2. Encontrar formas de se livrar desse trabalho operacional, chato e escravizador que te empurraram para nutrir a ineficiência estatal.
(Costumo dizer que somos os agentes transmissores desse vírus chamado hiperburocracia estatal, tipo o mosquito da dengue).

3. Ter claro para si que cabe a você o papel de educar seus clientes e os empresários em geral e conscientizá-los de que a cura das dores deles está na Contabilidade.

Lembre-se sempre de que valorização não se pede, se conquista! E nós só valorizamos aquilo que conhecemos e entendemos. É você que precisa mostrar para todos qual é o verdadeiro benefício da Contabilidade consultiva para as empresas, para que os empresários tenham a real percepção de valor dos seus serviços.

 Difícil? Sim. Repito, nunca disse que seria fácil.

Você certamente tem objeções quanto aos pontos que levantei aqui, do tipo:

  • Não tenho tempo para prestar esse serviço;
  • Meu cliente não me valoriza e não está disposto a pagar mais caro;
  • Minha contabilidade não está em dia;
  • Meu escritório está desorganizado internamente;

Vou tratar de tudo isso no próximo tópico. 

Planejamento e EXECUÇÃO, EXECUÇÃO, EXECUÇÃO

Só leia esse tópico se você já tiver lido e entendido o primeiro. Caso contrário, volte uma casa e CONSCIENTIZE-SE sobre o seu verdadeiro papel de contador.

Normalmente antes da execução, vem a etapa do planejamento para que você possa se preparar para agir.

Mas eu acredito fortemente que planejamento e execução andam de mãos dadas de uma forma tão simbiótica que não é possível separar uma da outra. 

Você provavelmente pode pensar que para fazer a contabilidade consultiva, é preciso primeiro ter os seus processos internos todos automatizados. Isso não é verdade.

Aqui no Nucont, por exemplo, alguns processos são automatizados, outros são totalmente manuais. E nós só conseguimos automatizá-los depois de termos mais compreensão de quem eram os nossos clientes.

E você sabe como faz para entender quem são seus clientes? É muito fácil: converse com eles!

Você precisa, no final das contas, é de algo simples e genuinamente humano: estar próximo do seu cliente. E relacionamento com o cliente é uma das únicas coisas que não deveriam ser automatizadas e ser sempre sua prioridade número 1.
Seu cliente precisa conversar com você, e não com um sistema. 

A dica mais valiosa que eu posso dar aqui é: VISITE SEUS CLIENTES. Entre dentro da empresa deles, converse com o empresário, com a equipe dele, entenda a operação do negócio, identifique os gargalos, os problemas e tenha esse olhar clínico sempre.

Lembre-se que você é o médico das empresas e todo médico precisa ouvir, observar, anotar, analisar e depois diagnosticar.

Como diz Lopes de Sá:

“É preciso que o indivíduo que entende o que está sendo informado, é que possa usar a informação. O contador é este homem. Este é o verdadeiro papel do contador. É observar o que acontece, anotar o que acontece, arrumar o que acontece, evidenciar o que acontece, e depois dizer: está acontecendo isso ou aquilo. Ou seja, a explicação dos fatos e a interpretação dos acontecimentos competem exatamente ao contador”.

Eu elaborei um passo-a-passo para que você consiga, de fato, fazer e entregar contabilidade consultiva para seus clientes.

Alinhe o propósito da contabilidade com a sua equipe

Você não irá a lugar nenhum se a sua equipe não for junto. Por isso, ela precisa comprar essa briga junto com você. Todo o seu processo de conscientização sobre o verdadeiro papel de contador deverá ser reproduzido para a sua equipe e abraçado por ela. ( Para você aprofundar nesse assunto, clique aqui.)

As pessoas são movidas por causas que elas defendem. E essas causas precisam ser tão fortes quanto àquelas que as fazem frequentar as igrejas no domingo à noite (ao invés de estarem em casa, assistindo TV ou Netflix).

Qual é o seu propósito, afinal? E o propósito do seu escritório contábil? Sua equipe entende isso?

Bem, quero deixar aqui, como exemplo, qual é o propósito de um escritório de contabilidade de Fortaleza, cliente do Nucont:

 Viu só? Espero que depois dessa você repense o seu propósito genérico de “ser referência em contabilidade na minha região” e tenha uma longa conversa com sua equipe sobre qual é o impacto do trabalho dela na vida dos seus clientes.

Sua equipe precisa parar de achar que esse trabalho é apenas sobre lançar nota e conciliar extrato.

Escolha com quem começar: PRIORIZE

Contabilidade Consultiva pode não ser para todos os clientes da sua carteira, infelizmente. Por isso, é preciso selecionar o perfil de cliente adequado para que você não fique dando murro em ponta de faca, ou seja, tentando entregar um tipo de serviço que aquele empresário não está preparado para valorizar.

Comece com poucos, e comece rápido. Não tente oferecer esse serviço para todo mundo de uma vez só. Para isso, priorize. Escolha um, três, cinco clientes inicialmente. Eles serão seu laboratório.

Quando você conseguir gerar bons resultados para esses clientes, você poderá usá-los como cases de sucesso para conseguir novos clientes e essa é a magia da coisa toda. Clientes bem-sucedidos te indicam, são fiéis, pagam em dia e são grandes promotores do seu negócio. 

Para escolher o cliente certo, tenho algumas sugestões:

  1. Escolha um cliente organizado, se você espera resultados rápidos sem aplicar tanto esforço. 


Se o perfil acima é raro no seu escritório, então escolha aquele cliente que sonega, é meio desorganizado, mas que você enxerga que tem salvação. Ou seja, ele precisa de um empurrão, porque muitas vezes a desorganização dele vem de falta de informação, de ignorância mesmo.

O que precisa ficar claro aqui é que o cliente precisa ser educável e mentorável, estar disposto a te ouvir, a mudar e não ter consigo a “Síndrome de Gabriela” (eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim).

Não tem nada mais broxante do que você iniciar essa jornada de propagar a contabilidade consultiva para as empresas, se você escolher logo de cara justamente aquele perfil de empresário cabeça dura.

Normalmente, os empresários mais velhos são mais resistentes às mudanças, por isso, recomendo que você comece com os jovens, com mente mais aberta.

Agora, se você entender que todos os seus clientes são cabeça dura, o que eu sinceramente acho pouco provável, a ideia é que você use o discurso da contabilidade consultiva como uma ferramenta de captação de novos clientes, que realmente estarão dispostos a valorizar esse serviço.

Mas vamos combinar que se os clientes que estão na sua carteira são todos pangarés, é quase certo que o problema esteja mais em você do que neles. Ou você está atraindo as pessoas erradas, ou te falta capacidade para educá-los melhor.

Lembre-se de que os empresários não sabem o que é contabilidade de verdade (a contabilidade consultiva) e o que ela pode fazer por eles. Todos estão acostumados a receber de seus contadores apenas contas para pagar. Se você chega com um discurso de que a contabilidade consultiva pode ajudá-lo a ganhar mais dinheiro, parece ser algo duvidoso e até mesmo inacreditável.

Por isso mesmo, esse processo de educação do mercado deve partir sempre de você. Não espere que os empresários venham a descobrir isso sozinhos. Muitas vezes, você não irá conseguir convencê-los em uma única reunião, ou em um e-mail, ou até mesmo em uma palestra. Você precisa ter consistência e, acima de tudo, PERSISTÊNCIA (falei disso no início do artigo, lembra?).

Significa que você vai precisar de mais do que uma reunião, do que um e-mail, do que um vídeo ou palestra. É necessário fazer tudo isso junto e várias e várias vezes.

Veja só, tem mais de um ano que eu estou nessa luta aqui tentando te convencer que contabilidade de verdade não é sobre entregar guia e folha. O prof. Abicalaffe está nessa há muito mais tempo!

MUDANÇAS SÃO DIFÍCEIS MESMO! Todos querem mudanças, mas poucos querem mudar.

A boa notícia é que hoje as pessoas estão muito mais propensas a se adaptarem às mudanças, porque estamos passando por uma era de transformação da forma como empresas e pessoas se relacionam. E é a tecnologia que permite que essa transformação aconteça cada vez mais rápida. Quem não se adapta, fica para trás. 

 Estruture a máquina contábil: tecnologia e processos

Ok, eu disse no início que esse artigo não era sobre você automatizar seus processos internos, mas você vai perceber (ou já percebeu) que para ter tempo de estar próximo de seus clientes, você precisa se livrar do trabalho operacional que te sufoca.

Existem duas excelentes formas de fazer isso: a primeira é delegar para terceiros e a outra é inserir tecnologias que automatizam o trabalho repetitivo e manual.

 Por muito tempo, o departamento contábil foi negligenciado dentro do escritório de contabilidade, tanto em pessoas, quanto em processos e tecnologias. Existem escritórios onde esse setor nem existe. É lastimável.

O departamento contábil dentro da maioria dos escritórios normalmente não funciona como uma máquina. Ele é o setor de apagar incêndios. Cliente pediu balanço? Junta um mutirão de pessoas para colocar aquela escrita em dia. Época de entregar SPED Contábil/ECF? O pessoal do contábil se mata, faz hora extra, descabela e enlouquece para atualizar a escrita.

Isso não faz o menor sentido.

Na maioria dos casos, a equipe contábil trabalha num ritmo que não chega a 1/3 da capacidade que cada um ali é capaz de alcançar. Isso porque faltam duas coisas muito importantes nesse setor:

  • clareza sobre o verdadeiro sentido de se ter uma contabilidade em dia (pra que gerar um relatório que ninguém vê? Que ninguém usa para nada?)

  • processos bem definidos que transformem a escrituração contábil num processo fabril.

Para resolver o primeiro problema, volte no tópico sobre alinhamento de propósito, porque isso precisa ficar muito claro sobretudo para a equipe do contábil, que por tanto tempo ficou sem rumo na vida.

Com relação aos processos, eu recomendo fortemente que você adote a metodologia do SCRUM/KANBAN para definir metas mensais individuais e coletivas para a equipe.

As pessoas trabalham com muito mais foco quando as entregas são bem definidas, tem objetivos e prazos pré-estabelecidos. Quando as metas são traçadas, todos começam a olhar para a mesma direção.

A metodologia do SCRUM é bastante ágil e foca na gestão à vista e em tempo real, ou seja, é possível que todos consigam acompanhar o que precisa ser feito, o que está sendo feito, o que já está concluído e quais são os impedimentos existentes para concluir determinada tarefa.

Eu tenho um vídeo bem completo sobre Como Colocar o Contábil em Dia e você pode assisti-lo aqui: https://youtu.be/3gh6xmEOsVc

 Neste tópico, o que precisa ficar claro é que se você concentrar em si mesmo todo o trabalho operacional da contabilidade, infelizmente é difícil sair do lugar. Por isso, delegar é importante. E para delegar, é preciso definir processos, senão vira bagunça.

Agora, se você é sozinho e ainda não tem condição de contratar pessoas, a sua alternativa é focar 100% na automação. Na verdade, a automação é fundamental para quem tem e para quem ainda não tem equipe.

  1. E para automatizar os trabalhos repetitivos e manuais da contabilidade, ferramentas é que não faltam para isso.

Mostre ao seu cliente o que a Contabilidade consultiva é capaz de fazer por ele

Já falei sobre isso no item 2, mas esse assunto é tão importante e fundamental para que você tenha sucesso, que vale reforçar aqui.

A Contabilidade no Brasil está inteiramente associada com imposto e burocracia. Esse é o senso comum. Seu cliente não está habituado com o discurso de “hey, olha só, se você não começar a tomar decisão com base nos números da sua empresa, você vai quebrar...”

Quando você tem um cliente desorganizado, que sonega, você pode até tentar conscientizá-lo de que se ele continuar nessa onda, ele será fiscalizado, multado, penalizado. Mas a probabilidade de isso de fato acontecer ainda é baixa, embora a faca da Receita esteja cada vez mais afiada.

Por isso, o sentimento é de impunidade. E também existe o sentimento de que sonegar é bom, porque faz ele economizar dinheiro com o Governo e isso ajuda a empresa dele a crescer. Isso é um tremendo de papo furado. 

O que precisa ficar claro para os empresários é que O BENEFÍCIO DA GESTÃO CONTÁBIL É MUITO MAIOR DO QUE O BENEFÍCIO DA SONEGAÇÃO.

 Se uma empresa só cresce porque sonega, é porque existe algo muito errado na gestão desse negócio. Não há prosperidade real e sólida se o crescimento vem de atitudes inidôneas. Mais dia ou menos dia, a casa cai.

Além disso, a sonegação mascara uma situação de insustentabilidade na operação daquela empresa. Se a empresa só tem lucro porque deixa de pagar impostos, é porque a operação do negócio não está, verdadeiramente, gerando caixa, gerando riqueza. É uma doença.

Não estou querendo diminuir o impacto negativo e avassalador que a hiperburocracia estatal causa no empreendedorismo brasileiro. Essa é uma causa que precisamos abraçar para que haja, verdadeiramente, um ambiente favorável para o desenvolvimento das pequenas empresas.

Mas esse fator não pode ser a desculpa que você criou para deixar de conscientizar os empresários sobre a importância da verdadeira contabilidade (reforço: a contabilidade consultiva) para a tomada de decisão e crescimento sustentável de suas empresas.

Preciso repetir que seu papel é cuidar da saúde financeira dessas empresas?
Deixar de cuidar dos seus pacientes só porque eles não entendem ou não aceitam o tratamento é negligência. Foi você quem estudou e é você que sabe o que é melhor para eles.

Nesse ponto você pode estar achando todo esse discurso maravilhoso na teoria, mas pouco aplicável na prática. Eu te entendo. Mas essa é mais uma desculpa que você precisa parar de repetir para si mesmo.

E para te ajudar com isso, quero deixar aqui o depoimento de um empresário para o contador que provou que pagar corretamente seus impostos é muito mais benéfico para a gestão da empresa do que ficar na ilegalidade e crescer sobre bases arenosas.

  Traduza na linguagem do empresário

Contadores falam contabilês. Empresários falam empresariês. As linguagens são muito diferentes e você precisa de um “Google Tradutor” para traduzir a sua linguagem altamente técnica para a linguagem que o empresário entende.

De nada adianta você ter passado por todo esse processo de conscientização, planejamento e execução para aplicar a contabilidade consultiva se o resultado disso for um relatório de difícil compreensão e que não gera valor suficiente para, no mínimo, atrair a atenção do empresário.

Talvez esse item tenha sido o fator preponderante para a Ciência da Contabilidade nunca ter sido amplamente valorizada e desejada pela sociedade: faltava uma entrega mais clara. Algo mais palpável e mais fácil de ser absorvido.

Você não compreende a Medicina em toda a sua plenitude, mas você entende o que o médico fala, porque ele traduz de uma forma que você sabe o que precisa ser feito. Além disso, ele te prescreve um remédio, você toma e melhora. Pronto. Sucesso alcançado.

Na Contabilidade, essa entrega não era tão palpável. Entregava-se um balancete ou uma planilha em Excel confusa, cheia de informações. O que fazer com aquilo?

Se o médico entregasse um relatório para o seu paciente ao invés de uma prescrição, o paciente certamente iria dizer: “Doutor, qual é o meu problema? Qual remédio eu preciso tomar? Não estou entendendo o que eu preciso fazer”.

Na Contabilidade não seria diferente. Empresários são leigos e eles não precisam de um relatório. Eles precisam de uma prescrição que informa o que precisa ser feito e qual remédio ele precisa tomar. Como ele precisa agir para melhorar a saúde financeira da sua empresa.

Portanto, essa entrega não poderia nunca ser uma demonstração contábil, qualquer que seja, porque ela é extremamente técnica e não foi adequadamente pensada para atender o usuário final da informação.

Mas esse não pode ser um motivo e mais uma desculpa para que você se acomode e se contente em continuar entregando para seu cliente apenas as conformidades legais ou um relatório que ele nunca vai ler.

Quando eu fui mostrar os resultados de um cliente meu com o balancete em mãos, ele me ouviu por 20 segundos, olhou para o relógio e disse que tinha um compromisso. Me mandou falar com o estagiário do financeiro, afinal, “esses assuntos aí de contabilidade” não era com ele. Ele tinha mais o que fazer.

Por tempos eu coloquei a culpa apenas no meu cliente. Depois foi ficando claro para mim de que eu precisava desse “Google Tradutor” para que ele pudesse entender e se interessar pelo que eu estava falando. Afinal, eu estava carregando comigo informações preciosíssimas sobre a gestão do negócio dele.

Esse foi um dos motivos do surgimento do Nucont.
Ele é essa ponte que faltava para conectar o contabilês ao empresariês.

Me diga: o empresário se sente mais atraído

A) Por isso?

 

B) Ou por isso aqui?

A resposta é muito óbvia, não é?

As cores, o design, a disposição dos indicadores, tudo isso foi pensado com o único objetivo de chamar a atenção do empresário, para que ele tenha no mínimo o interesse em continuar a conversa com você e te ouvir de verdade.

Ainda assim, o empresário sozinho não consegue interpretar essa informação. Ele é apenas o paciente. O médico é você, contador. E o Nucont é a ferramenta que lhe faltava para gerar um diagnóstico limpo, simples e entendível para que a conversa com o empresário seja objetiva e fluida, ambos falando a mesma língua!

O que eu quero deixar bem claro para você nesse tópico é que a informação precisa estar atraente para ambos os lados, contador e empresário. Precisa estar clara para que você consiga fazer o diagnóstico adequado da saúde daquela empresa, e precisa estar clara para que o empresário entenda o que você está falando, para que ele possa finalmente tomar decisões acertadas sobre a gestão de sua empresa.

Seja através do Nucont, seja através de uma planilha atraente, o importante é que você tenha uma ferramenta em mãos que traduza a Ciência Contábil na forma de gráficos e indicadores gerenciais para a tomada de decisão, para que assim você possa cumprir o seu papel de contador com excelência.

E mais importante ainda: que o seu trabalho seja entendido, reconhecido e, principalmente, valorizado.

Meu sonho é de que nenhuma empresa no Brasil quebre porque faltou a orientação adequada do contador quanto à correta geração e aplicação de seus recursos.

Meu sonho é de que as empresas cresçam prósperas e sustentáveis porque existe um especialista altamente capacitado cuidando da saúde delas!

Bem, se você chegou até aqui, eu espero do fundo do meu coração que tenha ficado claro para você os seguintes pontos:

A contabilidade consultiva nada mais é do que a aplicação prática da Ciência Contábil, com o objetivo de favorecer que as empresas cresçam prósperas, sustentáveis e gerem mais riqueza para si e para todos impactados por elas;

As empresas no Brasil estão doentes e precisam da contabilidade consultiva imediatamente;

Você é o único profissional que estudou por inteiro uma ciência que é capaz de curar e de cuidar da saúde dessas empresas e por comodismo e desculpas esfarrapadas você não a aplica para salvar seus clientes das estatísticas de mortalidade precoce;

Você devia se envergonhar por achar que contabilidade se resume a questões tributárias e ter muito claro para si que seu papel de contador não está sendo bem feito.

Você é o médico das empresas, elas estão morrendo na sua mão e você se contenta em preencher relatórios (e se sente bem com isso);

Transformar profundamente a vida das pequenas empresas, que são o motor propulsor da geração de riqueza, é uma das únicas formas de mudar a realidade pobre desse país.

Essa mudança está nas suas mãos. ASSUMA!

Fernanda Rocha
Fundadora do Nucont e do Movimento Contabilidade Sem Chatice 
Esposa do Luis, mãe do Filipe e de dois labradores, Bob e Backer. 
Fã de U2 e de Metallica. 
Como empresária contábil eu já estive no fundo do poço, a ponto de largar tudo. Até que através da contabilidade consultiva achei uma maneira de entregar mais valor para as empresas e com isso fui mais valorizada. 
Hoje tenho como missão de vida replicar para outros contadores tudo o que eu aprendi nessa jornada e garantir que o contador deixe para sempre de ser o mal necessário das empresas.


>

Quer aumentar sua carteira de clientes vendendo contabilidade consultiva?

arrow-down