Reinvente-se: Gere Valor Contábil com Contabilidade Consultiva

22 de novembro de 2017

Olá contador! Esses dias eu fui à Belém, a convite do SESCON-PA para dar uma palestra “fora da caixa” para os contadores paraenses. Foi minha primeira vez no Pará.
Agora posso te contar um segredo?
Foi a primeira vez que eu dei uma palestra exclusiva para contadores.
Já palestrei para empresários, estudantes, mas nunca só para contadores. Gravar vídeos é muito diferente de enfrentar uma plateia te encarando. QUE FRIO NA BARRIGA!!!!
Bem, te peço licença para compartilhar um pouco dessa experiência com você.

O Pará

Primeiramente, quero abrir um parênteses aqui para a cultura e a gastronomia do Pará. Antes só quero dizer que sou daquelas que só conhece Rio e São Paulo (sou mineira).
Logo que saí do aeroporto, já fui convidada para dar um passeio pela cidade e conhecer melhor a cultura e os costumes de lá.

Fui entender que tudo gira em torno do rio (e que rio!). O que move a cidade é o rio e tudo aquilo que ele oferece: desde o transporte, a comida, as lendas, até o clima quente e úmido que ele provoca.

Fiz o passeio de barco com a apresentação da dança do Carimbó, experimentei o tacacá, a maniçoba, bacuri, cupuaçu e mais um tanto de nome que eu não saberia mais pronunciar. Foi mágico.

Posso dizer que eu nunca vi um povo tão apaixonado por sua cultura folclórica e gastronomia singular, fruto de tradições indígenas e africanas. Paraenses, fiquei realmente encantada com tudo isso!!

Ok, encantamento registrado, vamos agora à minha experiência primária de dar palestra para contadores com olhares desconfiados.

A Palestra

“O objetivo da minha palestra é fazer vocês saírem da sua zona de conforto. E sair da zona de conforto dói, é difícil, é sofrido”. Bem, essa foi a primeira frase que eu disse.

“Vocês devem estar pensando agora: quem é essa pirralha que saiu lá de Minas pra vir aqui falar que a gente tem que sair da nossa zona de conforto?” Completei com essa frase logo em seguida, após ver alguns olhares de espanto.

“Quero contar para vocês quem eu sou e qual foi a minha jornada até aqui, para estar nesse palco, falando pra vocês… e sobretudo compartilhar a minha história de fracasso!”.

Sim, de fracasso. Se eu estou aqui escrevendo esse artigo agora, é porque eu já errei e já fracassei demais. Ser empresária contábil me deu esse dom de acumular histórias de fracasso… rs.

O Fracasso

Bem, vou resumir aqui a linha cronológica que me levou à “virada de chave”:

  1. Em 2015 vi uma reportagem local dizendo que o contador seria extinto em até 20 anos, porque a tecnologia substituiria o que este profissional fazia (entregar conformidades legais).
  2. Achei tudo isso muito absurdo e queria esganar o jornalista que publicou falácias, afinal o contador não era só mero calculador de imposto.
  3. Deixei isso pra lá, porque eu estava num momento confortável no escritório. 30 clientes, 5 funcionários, faturamento legal. A vida estava tranquila.
  4. Até que meu maior cliente, que representava 50% do faturamento do escritório, mandou uma carta de desligamento, alegando que eu não estava entregando algo que ele precisava: apoio à gestão.
  5. Na mesma época, comecei a sofrer problemas de inadimplência, redução de honorários, outros clientes insatisfeitos. Conseguir novos clientes? Impossível, não tinha ninguém abrindo empresa (estávamos no auge da crise).
  6. Enquanto isso, várias reportagens sobre extinção do contador começaram a aparecer nas grandes mídias. Comecei a prestar mais atenção naquilo.
  7. Olhei pra dentro do meu escritório: pessoas desmotivadas, processos internos artesanais. Produto final da contabilidade (que chega na mão do cliente): GUIA E FOLHA.
  8. Olhei pra fora: clientes com problemas financeiros, com dificuldades gerenciais e com perfis muito, muito diferentes entre si (na minha carteira, tinham clientes com 70 anos de idade e que não sabiam ligar um computador, e também clientes de 30 anos, donos de startups, que nem e-mail liam mais: queriam a conversa sempre via WhatsApp).
  9. Independente do perfil do cliente, o serviço era o mesmo, totalmente indiferenciado, de prateleira.
  10. Pensei: estou fazendo tudo errado.

Pois é, ali estava eu… prestando um servicinho meia boca para clientes com problemas que eu não resolvia, e com perfis tão diferentes que eu não conseguia atender bem nem um, nem outro.

A virada de chave

Todo esse contexto me levou a duas perguntas:

QUAL É A DOR QUE O EMPRESÁRIO SOFRE? O que tira ele do sono? Quais são suas aflições? Seus anseios? Suas maiores dificuldades?

QUAL É O PROBLEMA QUE EU RESOLVO PRA ELE? Como contadora, como prestadora de serviço, como detentora da ciência contábil, como eu posso ajudar a curar a dor desse cliente?

Bem, essas duas perguntas bobas, mas muito profundas, me fizeram repensar totalmente o meu modelo de negócio, quando eu percebi que guia e folha não resolvia o problema de ninguém.

E foi indo à campo que eu vi que TODO PEQUENO EMPRESÁRIO SOFRE DE MÁ GESTÃO. Está aí a dor.

Mas e aí, como ajudá-lo? Não sei, por isso fui perguntar: QUAIS INFORMAÇÕES VOCÊ GOSTARIA DE RECEBER DA CONTABILIDADE, que te ajudam a melhorar sua gestão?

E foi com essas respostas, meus caros, que eu vi que todas as informações que os empresários demandavam estavam o tempo todo ali, na minha mão. Escondidas atrás da linguagem técnica e pouco compreendida da contabilidade.

Bem, era isso. Pra mudar esse cenário catastrófico meu, decidi que eu ia oferecer o que ninguém estava oferecendo: informações para tomada de decisão, traduzidas para a LINGUAGEM DO EMPRESÁRIO, com o foco em resolver os problemas gerenciais dele.

Eu chamei isso de CONTABILIDADE CONSULTIVA.

Mas para isso, eu precisava arrumar a casa primeiro, já que internamente meu escritório estava um caos.

Então este foi o passo-a-passo que transformou minha vida para sempre.

  1. Fiz o Empretec (do Sebrae) para me re-descobrir como empreendedora. O Empretec foca nas características empreendedoras de sucesso e em como desenvolvê-las.
  2. Alinhei o meu novo propósito com o restante da minha equipe, para ver quem estava no mesmo barco que o meu.
  3. Automatizei os processos internos do escritório (veja aqui meu artigo sobre essas ferramentas maravilhosas).
  4. Adotei um posicionamento: a partir daquele momento, a contabilidade seria SEM CHATICE, focada numa linguagem mais informal, mais transparente e mais ágil.
  5. Resolvi segmentar melhor meus clientes, focando nos empresários mais jovens, da geração X e Y, e não mais nos empresários ultra-tradicionais não adeptos à tecnologia.
  6. Transformei o produto da contabilidade em algo realmente cool, o balancete se tornou um painel na nuvem com gráficos e indicadores coloridos, dispostos de forma que o empresário conseguia entender e tomar decisão.
  7. Resolvi fazer um evento disruptivo para mostrar tudo isso para os nossos clientes. O resultado você pode conferir aqui nesse vídeo, que é um teaser do evento.

E qual foi o resultado de tudo isso?

Em 6 meses a minha contabilidade dobrou o número de clientes. Em plena crise.

Contabilidade Sem Chatice??

As coisas deram certo pra mim porque eu decidi inovar e fazer melhor. Por outro lado, não era isso o que estava acontecendo com meus colegas contadores.

TODO contador que eu conversava, estava reclamando. Reclamando de concorrência, de desvalorização, de cliente desorganizado, de crise, de aviltamento de honorários e exigindo que os órgãos competentes fizessem alguma coisa.

Reclamavam… mas não faziam nada. Reclamavam, mas estavam lá, com a bunda na cadeira, prestando o mesmo serviço de 10, 20 anos atrás e que não gerava valor nenhum pro mundo. “TÁ ERRADO, TÁ TUDO ERRADO”, pensei.

Pois foi nesse cenário de inconformismo que eu criei o canal CONTABILIDADE SEM CHATICE (#CSC), onde na cara e na coragem, sem nenhuma experiência com câmeras e com vídeos, eu comecei a compartilhar toda essa minha experiência com os colegas contadores.

TUDO QUE EU SEI eu compartilho no CSC, meus vídeos são sobre COMO fazer, não somente sobre o quê. Quer entregar mais valor para seu cliente? Quer uma metodologia para colocar o contábil em dia? Quer convencer o cliente a ser mais organizado? Quer motivar sua equipe? Quer gerar mais resultado? Poxa, tá tudo lá no meu canal!!!

Eu Compartilho TUDO!

Tá achando pouco? Beleza, então além do COMO, eu resolvi também compartilhar gratuitamente ferramentas que te ajudam a ser um contador que realmente gera valor pro mundo.

  1. Plano de ação para você se tornar um contador preparado para o FUTURO ainda nesse ano, com passo a passo: http://nucont.com/acao/
  2. Kit que te ajuda a colocar a contabilidade em dia: http://conteudos.nucont.com/contabilemdia/
  3. Planilha maravilhosa que te ajuda a dar as boas vindas para seu novo cliente no escritório: http://nucont.com/onboarding-contabil/
  4. Planilha que transforma o balancete em gráficos e indicadores lindos e coloridos: http://materiais.nucont.com/planilhadashboard#
  5. Modelo de Proposta de Serviços Contábeis IRRECUSÁVEL (a proposta que está fazendo chover clientes para os contadores que estão usando): http://conteudos.nucont.com/propostacontabil/
  6. Grupo do Contabilidade Sem Chatice no WhatsApp (Já são dois grupos que unem empresários contábeis, pessoas EXTRAORDINÁRIAS, de todo o Brasil): http://conteudos.nucont.com/cadastro-csc/

NÃO TEM MAIS DESCULPAS, meu caro. Está tudo aí, ao seu alcance.

EXTINÇÃO?

Sabe esse papo de extinçao? Pois eu te digo: aquele contador tradicional, sentado na mesa, atrás de um mundo de papel, fazendo conta na calculadora de fita… esse indivíduo já está pronto para ser exibido no museu de antiguidades, junto com outras profissões extintas, como a do telefonista, a do locador de fita cassete, a do datilógrafo…

Bem, basicamente esta foi a minha palestra no Fórum Sescon-PA. Na verdade, tem um gran-finale matador que eu resolvi guardar, porque se eu contar tudo aqui, perde a graça para as próximas palestras, né?

Mensagem Final

Quem já está acostumado a falar em público deve saber ao que estou me referindo: existe um momento entre a sua fala final e o aplauso da plateia que é uma coisa muita louca. É um milésimo de segundo que parece uma vida. Eu só conseguia pensar: “Será que o pessoal gostou?????”

Bem, o que eu sei é que eu saí de lá aplaudida de pé por alguns, ganhei uns presentes super maneiros e muita gente pediu pra tirar foto comigo depois. Então acho que teve gente que gostou.

Pra uma primeira experiência, acredito que foi bom, muito bom! Mas ainda tenho que melhorar muito… rs.

E pra finalizar esse artigo que foi escrito com uma enorme carga emocional envolvida, quero deixar um convite para você, contador que leu até aqui:

JUNTE-SE À NÓS, junte-se ao MOVIMENTO CONTABILIDADE SEM CHATICE!!

Vamos juntos propagar o conhecimento da CIÊNCIA DA RIQUEZA para mudar a vida dos pequenos empresários, para conduzí-los ao caminho do sucesso e da prosperidade, para que possamos, de uma vez por todas, mudar a realidade do nosso país.

Um beijo. 


Fernanda Rocha
Fundadora do Nucont e do Movimento Contabilidade Sem Chatice
Esposa do Luis, mãe do Filipe e de dois labradores, Bob e Backer.
Fã de U2 e de Metallica.
Como empresária contábil eu já estive no fundo do poço, a ponto de largar tudo. Até que através da contabilidade consultiva achei uma maneira de entregar mais valor para as empresas e com isso fui mais valorizada.
Hoje tenho como missão de vida replicar para outros contadores tudo o que eu aprendi nessa jornada e garantir que o contador deixe para sempre de ser o mal necessário das empresas.

  • Domingos Barradas disse:

    Sensacional. Parabéns pela iniciativa.


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