Delegue Tarefas e Aumente Sua Produtividade

29 de março de 2018

Delegar é uma das atividades mais importantes e mais difíceis do mundo empresarial. Por isso vou dividir em três partes, assim daremos inicio a trilogia de artigos “Delegue Sem Dor”. Os artigos serão postados sempre às quartas-feiras durante três semanas.

PARTE 1

  1. Por que você não consegue delegar
  2. A importância da confiança
  3. Por que sua equipe não está pronta para receber uma atividade

PARTE 2 

  1. A importância do retorno
  2. Tenha um painel de acompanhamento
  3. Não delegue atividades, delegue problemas

PARTE 3

  1. Por que o problema volta maior
  2. Como você não deve delegar
  3. Etapas para delegar
  4. Reunião de alinhamento

Então, vamos lá! Hoje começaremos com a  PARTE 1:

1. Por que você não consegue delegar                    

Você sabe a importância de se delegar atividades.                                      
Você sabe que não da para centralizar tudo em você.                                    
Você gostaria de delegar atividades para sua equipe.                                    
Mas não consegue.                                                                                              
Não consegue porque não  teve experiências positivas.                      
Sempre que passa um problema, ele volta maior. Ou então não fazem da maneira correta.                                                                                                
Sua equipe não é colaborativa e ninguém tem perfil de dono.                  
Quando delega, não tem retorno. Depois de uma semana, você lembra que havia delegado, pergunta para a pessoa e ela fala que não teve tempo.

Por isso, hoje, você tem duas saídas:

  • Ou não delega nada mais.
  • Ou então delega, mas fica em cima tentando cobrir todos os possíveis riscos de dar problema, tendo que conferir tudo.

No segundo caso, muitas vezes você pensa que seria mais fácil você mesmo realizar a atividade. E você está certo, conferir é, muitas vezes, mais trabalhoso do que fazer. E ainda tem um agravante, sempre que você confere, encontra erros.

2. A importância da confiança

A confiança é um fator intrínseco, escondido no meio de outras tantas habilidades. Confiança não é mensurável, mas todo mundo sabe quando tem e quando não tem.

Quando o Neymar não está bem, o que falta?                                          
Habilidade?Treinamento?Técnica? NÃO.
Falta é confiança. É o que dizem todos os comentaristas e ele próprio.

Um grande vendedor deve estar com bastante confiança, sem ela, poucas vendas acontecerão.
Confiança, assim como motivação, sozinha não produz muito resultado.
É preciso técnica. Mas sem ela, não se ganham campeonatos.

O mesmo vale para a equipe. Se você não confiar na equipe, não resolve. E a equipe sabe disso. Se você não confiar, não conseguirá delegar.

Uma forma para se conseguir confiar na equipe é quando esta produz resultados positivos. Você vê o resultado, aí a confiança vem. E quando não vê, você entra no ciclo vicioso de não confiar porque não tem resultado e não tem resultado porque não confia. A única forma de sair desse ciclo é fazendo com que sua equipe dê resultado. Para isso, você precisa ter a técnica correta para delegar de forma correta.

Tanto você quanto sua equipe precisam estar prontos para delegar.
Você, usando a técnica correta.
Sua equipe, estando madura.

3. Por que sua equipe não está pronta para receber uma atividade

Você pede para uma criança de 3 anos resolver uma equação de álgebra?
Claro que não, né?Pergunta idiota.
É óbvio que não.
O óbvio deve ser dito.
Assim como nós passamos por alguns estágios em nossa vida (bebê, criança, adolescência, adulto e idoso), nossa equipe também passa por esses estágios.

Equipe bebê

É totalmente dependente. Não consegue fazer as coisas sozinhas. Precisa que você faça tudo para ele, mesmo as atividades mais básicas. Está descobrindo o mundo.

Equipe criança

É bastante dependente. Aprende as coisas, mas não tem autonomia para tomar muitas decisões.

Equipe adolescente

Já poderia seguir por conta própria, mas tem pouca experiência e isso a atrapalha. Tem vontade de mudar o mundo, o que deve ser valorizado, porém com responsabilidade. É rebelde e quer fazer as coisas de sua maneira.

Equipe adulta

Já é pronta para seguir o caminho. Pode assumir responsabilidade quando lhe é atribuído autonomia. É a equipe ideal para se trabalhar.

Equipe idosa

Carrega consigo muitos vícios. Se teve experiências ruins, acredita que tudo será desta forma. Bastante resistente à mudanças e demonstra desânimo para novos desafios.

O que mais vejo, por aí, são equipes crianças e adolescentes.

A maturidade é responsabilidade, sim, do indivíduo (da equipe), mas também responsabilidade de quem cria e educa (do líder).

Um pai deve criar seu filho para o mundo, deixando que ele tome suas decisões e consequentemente, cometa erros. Esses erros devem ser monitorados e os pais devem servir como suporte para que o filho não machuque demais quando cair.

O pai que fica o tempo todo evitando que o filho caia, não estará lhe educando da melhor maneira para o filho.
O pai não pode dar o peixe, deve ensinar a pescar.
A metáfora da paternidade funciona da mesma forma para o mundo empresarial.

Muitos líderes atrofiam suas equipes, ao tomar todas as decisões, ao não compartilhar o piano e as manter prezas dentro das gaiolas. (Ouça o podcast "O Olho do Dono Engorda o Boi?")

É isso aí! Por hoje é só!
Na semana que vem continuaremos a tratar desse assunto.

Até a próxima!!

Luis Filipe Winther
Fundador e CEO do Nucont.


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