Como Motivar Sua Equipe? (Alinhamento de Propósito)

22 de novembro de 2017

E aí meu amigo contador, você tá nessa vibe de conseguir gerar mais valor para seus clientes? Só vê conteúdo sobre isso na Internet? É, isso realmente é muito importante.

Maaaas… esse artigo não é sobre clientes. É sobre sua equipe.

  • Conseguir clientes é difícil; 
  • Lidar com o sistema tributário brasileiro é difícil; 
  • Atender clientes pangarés é difícill;
  • Tentar diminuir a inadimplência é difícil.

Mas, meu caro contador, NADA é mais difícil do que gerenciar pessoas! Não há desafio maior do que liderar seus funcionários, colaboradores, enfim, do que preferir chamá-los. Concorda comigo?

Você já trabalhou como funcionário em um escritório de contabilidade? Eu já. E era boring. O trabalho é massante, repetitivo, cansativo e desmotivante. Odiava as segundas-feiras. Olhava para fora e o dia estava lindo, enquanto isso, ali estava eu digitando documento e conciliando conta. Que tristeza.

A não ser que você já tenha entendido essa parada toda de motivação e liderança, feito uns cursos bacanas e devorado uns 50 artigos e livros sobre como lidar com a Geração Y (que odeia rotinas e cumprir horário) e com os Milennials (que só trabalham motivados se identificarem com o propósito da sua empresa)seus funcionários se sentem assim também, como eu me sentia. Desmotivados, cabisbaixos.

Mas como motivar essa turma? Como fazer o funcionário se sentir valorizado?

É amigo, se eu soubesse tim-tim por tim-tim a receita desse bolo, eu não estaria aqui dizendo para você que na semana passada a minha equipe estava reclamando de desmotivação.

E então eu fiz uma reunião com todo mundo e nessa série de artigos (que eu ainda não sei quantos, porque o assunto é meio extenso), eu quero compartilhar com você algumas coisas legais que saíram dessa conversa.

Alinhamento de propósito é tudo!

Meu amigo contador, me responda o seguinte: Por que você decidiu ser empresário contábil? Por que você está à frente desse negócio e o que ele oferece de melhor? Onde você quer estar daqui a 5, 10 e 20 anos? Qual é o seu propósito de vida? Onde você quer chegar?

Olha, pode parecer papo de livro de auto-ajuda, mas você tem que ter a resposta para todas essas perguntas. E seus funcionários precisam ouvir isso de você. Eles tem que entender sua história e comprar sua ideia.

Afinal de contas, eles estão trabalhando para você. Você construiu um sonho na sua cabeça e eles estão ali tentando fazer isso se tornar possível. Mas se eles não sabem nem o que é isso, como eles vão saber se querem fazer parte ou não dessa coisa que você dedicou sua vida para fazer?

Pois é, essa coisa é o seu propósito. E o seu propósito tem que se encaixar no propósito deles. Eles também tem (ou pelo menos deveriam ter) um sonho, eles também querem chegar em algum lugar. E a sua empresa precisa, necessariamente, ser uma peça-chave desse quebra-cabeça.

Muito genérico? Ok, vou dar um exemplo. Meu exemplo.

Quando eu fundei a Fatto, eu idealizei um escritório que fosse diferente de todos os outros. Um escritório que trouxesse a contabilidade para próxima do cliente, do pequeno empresário. Um escritório com um atendimento acolhedor e que produzisse informações que realmente fossem usadas pelas empresas.

É, cara. Quantas informações você produz aí no seu escritório que nunca foram utilizadas por ninguém além do governo? Pois é, eu decidi que queria gerar informações bacanas para o empresário. Resolver o problema dele. Ser o ponto de referência quando ele precisasse tomar uma decisão importante na empresa.

Então, quando eu contratei um auxiliar fiscal, não foi para ele gerar guia e entregar SPED. Quando eu contratei um auxiliar de DP, não foi para ele calcular folha. Quando eu contratei um auxiliar contábil, não foi para ele conciliar conta.

Eu contratei essa galera toda para encantar meu cliente. Pra ele ser atendido do jeito mais sensacional possível, para ele ter seu problema totalmente resolvido e para depois ele pensar “UAU! Nunca fui atendido tão bem assim na vida!!!”

Eu contratei essa galera para produzir uma informação de extrema relevância para o cliente, capaz de norteá-lo na sua decisão. Informação tão, mas tão importante, que o balancete era insuficiente para mostrá-la. Eu precisava de algo a mais. E aí eu desenvolvi o Dashboard (longa história, mas veja esse vídeo que você vai entender).

E foi desenvolvendo algo incrível assim, que eu decidi que ficar com isso guardado pra mim não bastava. Eu precisava compartilhar tudo com outros contadores, que como eu estão nessa luta pela busca do sucesso.

Então eu me lancei no desafio e na missão de revolucionar a imagem do contador no Brasil. De fazer o contador ser visto não mais como um mal necessário, mas como um bem indispensável. Um contador consultor.

Viu onde eu quero chegar? Eu preciso dos meus funcionários para atingir o meu propósito. E eles? Querem fazer parte disso? Precisam de mim para atingir o propósito deles?

Se querem e precisam, então estamos no mesmo barco. Se não, então o que eles estão fazendo ali a não ser desperdiçando o tempo, aliás, A VIDA deles?

Dito isso, chegou o momento de dizer que a motivação vem de dentro e que o inconformismo gera criação.

Mas isso fica pro próximo artigo.

Um abraço e até mais!! 🙂

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Lá eu compartilho vídeos e outros conteúdos sobre a arte de ser empresário contábil, mas com uma linguagem leve e descontraída!

Fernanda Rocha
Fundadora do Nucont e do Movimento Contabilidade Sem Chatice
Esposa do Luis, mãe do Filipe e de dois labradores, Bob e Backer.
Fã de U2 e de Metallica.
Como empresária contábil eu já estive no fundo do poço, a ponto de largar tudo. Até que através da contabilidade consultiva achei uma maneira de entregar mais valor para as empresas e com isso fui mais valorizada.
Hoje tenho como missão de vida replicar para outros contadores tudo o que eu aprendi nessa jornada e garantir que o contador deixe para sempre de ser o mal necessário das empresas.

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